Desempenho da Bolsa em 2011 “esconde” boas opções de investimento
Curso gratuito vai ensinar como interpretar gráficos e analisar informações de mercado para alcançar sucesso na Bolsa de Valores. (informações no final deste artigo)
Levante popular contra governos ditatoriais do mundo árabe; terremoto e tsunami no Japão, com risco de acidente nuclear; crise da dívida pública de países da Europa e queda de vários primeiros-ministros. Ao listar os principais acontecimentos de 2011, fica fácil entender porque o ano foi tão difícil para o investidor.
A sequência de eventos trouxe instabilidade aos mercados financeiros e fez muitos investidores optarem pela segurança oferecida pelo Ouro e pelo Dólar. Com isso, as duas aplicações lideraram os rendimentos em 2011. Enquanto o metal acumulou ganhos de 15,85%, a moeda americana valorizou 12,32%, sem levar em conta a inflação do período.
Os fundos de renda fixa DI e o CDB, consideradas alternativas tradicionais, também obtiveram um rendimento satisfatório em 2011, na casa de 9%, bem superior à inflação medida pelo IGP-M, que foi de 5,10%.
O patinho feio dos investimentos foi a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que acumulou desvalorização de 18,11%, a terceira maior desde a criação do Plano Real. Mas uma leitura superficial desses números pode dar a errada impressão de que, em tempos de crise, a Bolsa de Valores é a pior opção para se investir.
Os números divulgados diariamente no noticiário econômico que apontam alta ou baixa da Bolsa se referem apenas ao índice Ibovespa. Este índice, formado por uma cesta de ações das principais empresas, que respondem por cerca de 80% do volume que é negociado no mercado, é usado como um “termômetro” que aponta o desempenho da Bolsa de maneira geral.
Isso não quer dizer que todo mundo que aplicou na Bolsa em 2011 perdeu 18%. “Há empresas que perderam muito mais, como também há empresas que valorizaram mais de 30% em quatro meses. Isso mostra que, mesmo em tempos de crise, a Bolsa é uma boa opção para se investir, desde que a pessoa se informe sobre o que está fazendo, leia sobre o assunto e estude”, explica o membro orientador do INI (Instituto Nacional de Investidores) para a região de Sorocaba e coaching financeiro, Adilson Bonvino, diretor da empresa Puro Acaso (www.puroacaso.com.br ). Meios para isso não faltam. O próprio site da Bovespa (www.bovespa.com.br) traz dezenas de textos que explicam o funcionamento do mercado de ações.
Outro dado que pode confundir os investidores de primeira viagem é a valorização (ou desvalorização) das ações. É normal avaliar o sucesso de um investimento baseado no desempenho dos papéis da empresa na Bolsa, mas os dividendos que ela paga são igualmente importantes. “Dividendo é a parte do lucro de uma empresa. Ela é obrigada a dividir com acionistas, no mínimo,25% do seu lucro, independentemente da flutuação na Bolsa”, diz Bonvino, que dá como exemplo a Vale, maior mineradora do mundo. As ações da Vale fecharam 2011 com desvalorização, mas os dividendos ficaram na casa dos 7%.
Perspectivas para 2012
Baseado no ganho com os dividendos, Bonvino dá como dica de investimento montar uma carteira que inclua ações de empresas de energia. O setor de elétrica é visto como porto seguro” em tempos de baixa da Bolsa, porque pagam altos dividendos. “Com o consumo de energia em constante ascensão, essas empresas costumam ter um faturamento alto, registrando alta nos lucros de 15%, às vezes até 20% ao ano”, destaca. Além disso, Bonvino lembra que é sempre importante estudar empresas com histórico de crescimento e com bons fundamentos, que tendem a ser mais sólidas em períodos de crise.
Os mais arrojados têm a opção de apostar em papéis de companhias que estão desvalorizadas, ou em recuperação judicial. Bonvino explica que há técnicas específicas para escolher empresas nessas condições. “Se o investidor encontrar uma empresa em recuperação judicial, mas que possui bons fundamentos, uma boa administração e estiver em um mercado em crescimento, pode alocar 5% do seu capital. Esse montante não vai deixar o investidor mais pobre e ainda há a chance de dar um retorno muito grande.”< /p>
Outra opção de investimento com boas perspectivas em 2012 são os títulos do Tesouro Nacional pré-fixados. Como a tendência para o ano é de baixa na taxa básica de juros, a Selic, o investidor que comprar títulos desse tipo vai ganhar na hora de revendê-los para o governo, pois os juros descontados serão menores.
Bonvino salienta que, antes de correr para a internet para comprar ações ou títulos do governo, é importante definir o objetivo da aplicação. “Além de estudar e se informar sobre as aplicações, é fundamental que a pessoa tenha um objetivo definido. Se o objetivo do investimento é para dali a 15, 20 anos, como uma aposentadoria, ela pode correr mais riscos. Há empresas que perderam valor em 2011, mas, na média dos últimos 15 anos, acumulam valorização de 7.000%. Entretanto, se o objetivo é de curto prazo, como seis meses, um ano, é recomendável optar pela renda fixa, que dá lucros menores, porém mais garantidos”, conclui.
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O curso é ministrado pelo membro orientador do INI (Instituto Nacional de Investidores) para a região de Sorocaba e coaching financeiro Adilson Bonvino, da empresa Puro Acaso. Informações e inscrições através site http://puroacaso.com.br/?page_id=1673 ou pelo telefone: 3033-2600. Necessário a confirmação de vaga.